Oh Tempo...!
Pára! Pára de correr, de voar, de passar de fininho sem darmos conta...! Abranda um bocadinho, não sejas tão apressado, quando era pequena não eras assim, demoravas mais a passar e eu não aproveitei tudo, vai lá mais devagar...
Fica um bocadinho à espera de nós, não andes tão depressa que ainda te cansas. Pára de me levar as gentes, os momentos, as memórias. Pára de fazer os meus filhos crescerem, de lhes aumentares as pernas e de os levares para o mundo que é tão grande...! Oh tempo, sossega, que assim eu não te apanho e fico para trás, agarrada às coisas que quero que não fujam e sem conseguir apanhar as que me trazes. Vai mais devagar se faz favor. Tempo? Mas afinal, porque corres tu?
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